Designers gráficos e de UX têm forte demanda no mercado digital brasileiro em 2026. Saiba como enquadrar sua empresa no regime correto, aplicar o Fator R e precificar projetos criativos sem deixar dinheiro na mesa.
💡 Regime fiscal recomendado para Designer Gráfico / UX
Designers gráficos e de UX se enquadram no Simples Nacional Anexo III (atividades intelectuais). O Fator R é aplicável quando o pró-labore representa 28%+ da receita, reduzindo a alíquota de 15,5% para 6%. MEI é válido para quem fatura até R$81.000/ano.
O que você faz?
Tudo que entrou na conta — antes de qualquer desconto ou imposto.
Some tudo que você paga todo mês: aluguel, ferramentas, Adobe, Figma, contador, celular PJ, internet...
Custos que variam todo mês: gasolina, estacionamento, material de escritório, embalagem, ingredientes, frete, taxas de plataformas...
💡 O que é pró-labore?
É o "salário" que você se paga como sócio da empresa. Diferente do lucro, o pró-labore tem INSS de 11% e pode ter Imposto de Renda. O que sobrar depois do pró-labore é o lucro distribuído — isento de IR e INSS.
Quanto você vai se pagar como sócio. Deixe em branco se ainda não definiu.
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Designer gráfico pode ser MEI?
Sim. CNAE 7410-2/02 (Design gráfico) é permitido no MEI. O limite é R$81.000/ano. Designer de interiores (7410-2/03) também é permitido. Já web designer (6201-5/00) e UX designer dependem da atividade principal descrita no contrato.
Qual é o melhor regime fiscal para designer freelancer?
Para faturamentos acima de R$81.000/ano, o Simples Nacional Anexo III com Fator R é o mais vantajoso — alíquota efetiva de 6% com pró-labore de 28% da receita. Abaixo desse teto, MEI é suficiente e mais simples de gerenciar.
Designer que trabalha para agências precisa emitir nota fiscal?
Sim, agências PJ são obrigadas a exigir nota fiscal para registrar a despesa. Como MEI, você emite NFS-e pela prefeitura. Como Simples, pelo sistema da sua cidade. Sem nota, o pagamento pode ser retido ou cancelado.
Como cobrar revisões no contrato de design?
A prática mais segura é definir um número fixo de rodadas de revisão no contrato (normalmente 2-3). Revisões adicionais devem ter valor extra especificado. Isso protege o designer de projetos que se tornam intermináveis sem compensação adicional.
Vale a pena cobrar por hora ou por projeto como designer?
Depende do tipo de trabalho. Hora é melhor para demandas abertas (retainer, suporte contínuo). Projeto fechado é melhor para entregas específicas (logo, identidade visual). Projetos maiores com escopo definido permitem precificação por valor — considerando o resultado para o cliente, não o tempo.
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